Contexto

“LAN house é um estabelecimento comercial onde, à semelhança de um cyber café, as pessoas podem pagar para utilizar um computador com acesso à Internet e a uma rede local, com o principal fim de acesso à informação rápida pela rede e entretenimento através dos jogos em rede ou online.”

Verbete “Lan House” na Wikipédia

(…) [Desde] 2007, o CGI.br apontava que as lanhouses “se tornaram o local mais utilizado para o acesso à Internet no país, principalmente entre os jovens e indivíduos de baixa renda” e reconhecia que “a iniciativa privada – em especial, os pequenos empreendedores – exercia um papel preponderante no processo de inclusão digital”.

Pesquisa sobre o uso das TICs no Brasil, 2009, Comitê Gestor da Internet no Brasil

“Fenômeno importado da Coréia, a lanhouse é um conceito que trabalha a interação entre usuários em rede. Sua concepção é intimamente ligada aos jogos eletrônicos, todavia, atualmente bem mais ampla. Sua proliferação no começo da década nos grandes centros passou por transformações significativas. (…)

São numerosos os exemplos de favelas que incorporaram a cultura da Internet em suas comunidades, justamente através das pequenas lanhouses. Os jovens em sua maioria (e de baixa renda) passaram a utilizar com freqüência e-mails, participar de comunidades de relacionamento, utilizar programas de mensagens instantâneas, promover pesquisas, etc. Além da possibilidade de acesso ao conhecimento e a informação, grupos podem se manifestar e se expressar contribuindo decisivamente na produção de conteúdos.

As regiões Norte e Nordeste do Brasil são as que demonstraram um maior crescimento no uso dos espaços públicos pagos. Esses locais sobretudo são freqüentados por jovens de 10 a 24 anos, de menor nível de escolaridade (64% de nível fundamental). A renda dos usuários desses locais é de até um salário mínimo em 78% dos entrevistados, o que mais uma vez reitera o papel social dos pontos de acesso coletivo.

As lanhouses passaram a desempenhar importante papel na imersão de pessoas no espaço cibernético, levando cidadãos há muito tempo isolados para um ambiente onde as fronteiras são relativas e as dimensões proporcionam sensações de infinitude”

Artigo “Os espaços públicos de acesso à internet”, 2008, disponível no site do Comitê Gestor da Internet no Brasil


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